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18/05/2003 08:27
Uns bofes gostosos pra decorar isso aqui!
Como você deve ter percebido mudei um pouco o visual do meu blig. Eu já estava enjoado daquele lá, tão sem graça. Como eu não sei nada de HTML, nem de criação de layouts, desenvolvi esse visual no Corel Draw. Ih, tinha até esquecido como é legal brincar no Corel. Deu um certo trabalho, fiz várias versões e escolhi esta. Infelizmente a qualidade das imagens postas aqui no blig sempre se perde e o resultado são essas fotos sem vida, sem nitidez. Mas espero que gostem do novo visual, por mais desajeitado que esteja, com certeza é mais interessante que o antigo né?! Logo eu troco as fotos e invento umas novidades!
...............
Ah lembrei de uma coisa: esse visual "gostoso" tem um lado ruim também pois agora ficou quase impossível acessar o blig em um lugar público, um cyber café ou universidade por exemplo, afinal de contas esse visual tá altamente comprometedor, ehhehe. Só espero que os amigos não diminuam as visitas por causa disso.
Será que devo fazer um visual mais discreto?
That's it!
enviada por Garland



17/05/2003 17:23
Putz!! Acabo de ler um e-mail que o chatinho do Didi enviou. Ele diz que houve mudanças de planos e não vem mais neste fim de semana e sim semana que vem!!! Tudo bem, no stress, mas vê se aparece mesmo né!!!
enviada por Garland



17/05/2003 04:05
THE FANBERRIE
Nesta sexta a tarde fui ao dentista cuidar desse meu lindo sorriso, ehhe. Depois dei uma passadinha na Feira do Livro, no centro; bem sem graça aquilo lá, e os preços nem são tão bons assim. Procurei pelo livro Antes que Anoiteça de Reinaldo Arenas, livro que eu já tenho mas que queria verificar o preço pois estou pensando em comprar outro exemplar para dar de presente para uma pessoa. Abrindo um parêntese: é um livro maravilhoso, depois de Pequenas Epifanias de Caio Fernando Abreu, este é meu livro favorito. Aliás, descobri esta maravilha que é Antes que Anoiteça através do próprio Caio: em uma de suas crônicas ele fala a respeito desta obra e de seu autor, o escritor cubano Reinaldo Arenas, que, portador do vírus da AIDS, suicidou-se em 1990. É um belo livro, as vezes bastante triste, por se tratar das memórias de Arena: o escritor comeu o pão que o diabo amassou, sendo duramente perseguido por ser escritor e homossexual na Cuba repressora de Fidel Castro. Impossível ler esta obra sem emocionar-se, confesso que não pude conter as lágrimas ao término do livro. Leia e não se arrependerá! Ah, Antes que Anoiteça ganhou uma bela adaptação cinematográfica com o caliente Javier Bardem no papel de Arenas, mas, evidentemente, a versão para cinema não dá conta de transpor os detalhes homoeróticos da trama, e, conseqüentemente, deixa um pouco a desejar.

Bom, não achei o livro e fui nas Livrarias Catarinense comprar o cd dos Cranberries chamado: STARS - the best of 1992-2002. Adoro Cranberries e esta coletânea com todos os singles, incluindo os maiores sucessos como Dreams, Linger, Zombie, Just My Imagination e Analyse, entre outros hits, é simplesmente o máximo. Ótima para dar de presente também, afinal, mesmo quem não curte muito Cranberries duvido que consiga resistir a Linger e Zombie, por exemplo. Satisfação garantida!

A coletânea foi lançada num momento bem apropriado, quando a banda completa 10 anos e já tem 5 álbuns no currículo, e não como acontece com artistas que lançaram apenas dois ou três cds e já lançam coletâneas picaretas por aí, maior queimação de filme. A parte gráfica do cd está muito bonita, reunindo imagens de várias fases da banda, retratando todos os visuais da camaleônica Dolores, compositora e vocalista da banda.

Mas um erro impede que o cd Stars seja perfeito: como o álbum contém todos os singles e mais três músicas, duas inéditas, totalizou 20 músicas e para todas entrarem algumas foram editadas!! GRRRRRRRR!!! Que raiva que me deu quando li no encarte que algumas foram reduzidas, odeio quando fazem isso!! No cd de Madonna, Greatest Hits Volume 2 foi feito algo semelhante e boa parte das músicas são editadas com menos tempo que a versões originais; uma delas, justo minha preferida Ray of Light, sofreu um corte perceptível na parte final, quando a música acaba em um momento diferente da versão original do álbum Ray of Light. Esse tipo de coisa me deixa louco!!! No caso do cd dos Cranberries algumas de minhas músicas prediletas como Dreams e Just My Imagination sofreram cortes. Claro que são cortes imperceptíveis, as músicas são "enxugadas" e abreviadas em alguns segundos, nada que atrapalhe muito. Mas quem é fã percebe. Putz, porque não deixar uma música de fora então e colocar as outras em suas versões integrais e originais??? Foda isso!! Mas, felizmente, são poucas as músicas que sofreram edição, a grande maioria está em sua versão original.

De qualquer forma, esse cd dos Cranberries é maravilhoso. Além disso, a edição limitada de Stars acompanha um segundo cd com cinco faixas ao vivo, o que é bem legal para aqueles fanberries que já possuem os outros cds. Vale a pena investir uma graninha neste cd nota 9,5!!! (aiai, essas editadas...hehehe)

Lista de músicas de Stars:
1 - Dreams
2 - Linger
3 - Zombie
4 - Ode To My Family
5 - I Can't Be With You
6 - Ridiculous Thoughts
7 - Salvation
8 - Free To Decide
9 - When You're Gone
10 - Hollywood
11 - Promises
12 - Animal Instinct
13 - Just My Imagination
14 - You & Me
15 - Analyse
16 - Time Is Ticking Out
17 - This Is The Day
18 - Daffodil Lament
19 - New New York
20 - Stars


Faixas do cd extra Live in Stockholm:
1 - Zombie
2 - Ode To My Family
3 - Animal Instinct
4 - Salvation
5 - Daffodil Lament


Fica a dica.
That's it!!
enviada por Garland



16/05/2003 04:25
Cores de Almodóvar
Uiaaa!! Adoro os filmes de Pedro Almodóvar. A Lei do Desejo; Ata-me!; Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos; Carne Trêmula e, principalmente, Tudo Sobre Minha Mãe são filmes geniais, não é mesmo?
Acabo de fazer um teste bem bacana que encontrei em um blig muito legal chamado Café Latino: Qual personagem de Almodóvar é você? e olha só o resultado:
Você é MARISA
Voce e Marisa, a noiva amarga, que ainda nao
descobriu o que significa ser amada em
"Mulheres a Beira de Um Ataque de
Nervos"

Qual personagem de Almodovar eh voce?
brought to you by Quizilla
Bom, teste é teste, e o meu resultado tem uns lances a ver mesmo, às vezes passo um pouco essa impressão mas não sou bem assim não, quem me conhece sabe. E tem mais, o resultado não foi dos piores pois a exótica Rossy de Palma mesmo sendo um tanto reprimida nesse filme, Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos é bastante sexy né?
Faça o teste e me diga que personagem é você, mas a primeira vez é a que conta viu!!
That's it!
enviada por Garland



16/05/2003 03:16
Dois telefonemas distintos
Nesta quinta de manhã cedinho meu pai ligou novamente e desta vez foi minha irmã que falou com ele. Ele já havia ligado na quarta pela manhã me sondando sobre como estava minha mãe, se havia a possibilidade de ela aceitar ele de novo. Aiaiai, meu Deus, que difícil essa situação, nem mesmo sei o que pensar. Meu pai me decepcionou muito, se ele voltar pra casa sei que não conseguirei ter a mesma consideração por ele. Mas a escolha é de minha mãe, eu e minha irmã lavamos as mãos. Afinal, é ela quem vai conviver com ele depois que eu e minha irmã seguirmos nossos rumos. Eu quero que minha mãe seja feliz e vou acatar a decisão dela seja qual for. Mas se ele voltar, nossos planos vão todos por água abaixo, a mudança com cidade já definida, nossos projetos na nova cidade. Tudo terá que ser repensado. É chato vc ter que reestruturar seus planos quando vc já estava com uma idéia formada e uma meta já traçada. Mas é difícil virar as costas para ele nesse momento em que ele passa por problemas emocionais e de saúde, depois poderemos nos sentir culpados e com remorso se algo de ruim lhe acontecer. Situação complicada... Mas vamos ver que rumo tomam as coisas.
........................
Recebi um e-mail de meu amigo Didi, o garoto de 16 anos lá de Curitiba, dizendo que ele virá para cá neste fim de semana. Estou feliz, vai ser bom rever meu amiguinho, afinal sinto muitas saudades, ele foi um irmão para mim no período em que morei em Ctba, andávamos juntos pra cima e pra baixo, nos víamos quase diarimente, éramos confidentes. Só lamento que na época ele não tinha ID fake e não podia ir nas boates comigo... Mas agora que ele tem, não perde uma balada no Época já que a Cats ele não curte muito, rola muito carão lá. Estou até com uma pontinha de inveja dele lá curtindo a night e eu aqui com tão poucas opções. Didi disse que vem exclusivamente para um fim de semana de ferveção direta que vai ter no Mix Café. Espero que ele não se decepcione, eu acho que o Mix deixa a desejar. Quero ver se encontro com ele, espero que sobre um tempinho na farra dele, ehhehe... Mas eu vou pro Mix também se for para rever essa biba querida. Liguei pra ele nesta quinta em torno de meio-dia e ficamos uns 37 min conversando, fazia meses e meses que não nos falávamos, só nos correspondíamos por e-mail. Foi ótimo falar com Didi, é bom perceber que, mesmo distantes e sem nos falarmos, ainda não pintou aquele climão que fode as amizades a distância. Venha amigo, vai ser ótimo te reencontrar!!!
That´s it!!
enviada por Garland



15/05/2003 05:35
STRAWBERRY FIELDS FOREVER, CAIO FERNANDO ABREU FOREVER
Com freqüência estou colocando aqui meus gostos musicais e cinematográficos. Gosto de fazer esta revisão das coisas que me são valiosas e que compõe minhas preferências. Ora, um blog não deve ser apenas um diário descritivo das coisas que acontecem no dia-a-dia mas sim um local onde vc expõe aquilo que te toca, que te atrai, que te repele, que você curte ou não. Meu blog é um retrato do que sou. Até o momento não havia falado de literatura, talvez porque não estou numa fase de ler. Confesso, ando bem preguiçoso. Mas existe um escritor cujos livros com freqüência estou relendo, dependendo de meu estado de espírito e de humor escolho um conto e me deixo levar para o mundo realista, as vezes cruel, as vezes triste, as vezes esperançoso de Caio Fernando Abreu, meu escritor favorito.

Gosto muito do estilo de Caio, seus contos retratam uma realidade crua, um mundo onde os sonhos se desfazem mas onde, no meio da desilusão, sempre há um resquício de beleza, uma voz que diz que a vida continua. Caio Fernando Abreu era virginiano, nasceu em 12 de setembro de 1948 em uma cidade do Rio Grande do Sul chamada Santiago (lembro que fui até esta cidade umas duas vezes, é vizinha a cidade onde nasci e vivi grande parte de minha vida) e ainda bastante jovem mudou-se para Porto Alegre onde teve publicados seus primeiros contos. Morou na Europa, no Rio de Janeiro, em São Paulo e, aos 47 anos, portador do vírus da Aids, morreu no dia 25 de fevereiro de 1996, em Porto Alegre. Deixou uma obra maravilhosa. Não vou fazer nenhuma análise, biografia ou defesa da obra de Caio Fernando aqui. Quero apenas dizer porque aprecio tanto o trabalho deste escritor.

Como acontece às vezes, só tomei conhecimento de Caio Fernando Abreu e sua obra, na ocasião de sua morte, em 1996, quando na escola na disciplina de Literatura fiquei encarregado de apresentar um trabalho sobre este autor. Fui à biblioteca pública a procura de seu mais célebre livro Morangos Mofados mas o único livro de sua autoria que encontrei foi O Ovo Apunhalado. Li o livro, mas definitivamente, mesmo com seus momentos brilhantes, este não é o melhor livro de Caio. É um livro mais pudico, menos feroz, talvez pela censura da época. Confesso que não me atraiu a leitura nesta ocasião. Escolhi o texto que mais chamou minha atenção para resumir diante da turma: "Ascensão e Queda de Robhéa, manequim & robô. Creio que escolhi este texto por ser um dos mais "fáceis" do livro, próximo a uma narrativa, algo até cinematográfico, além de curioso. Eis o último parágrafo deste conto:

"Muitos anos depois, os jornais publicaram uma pequena nota comunicando que Robhéa, ex manequim, ex-atriz de cinema e robô de sucesso em passadas décadas, suicidara-se em sua ilha deserta e inacessível tomando um fatal banho de chuveiro. Seus restos enferrujados e mumificados foram colocados na Praça da Matriz no planalto central e, desde então, foram publicados fascículos com sua vida completa e fotos inéditas, os travestis passaram a imitá-la em seus shows e, quando as discussões versavam sobre as grandes cafonas do passado, seu nome era sempre o primeiro a ser lembrado."

Minha apresentação foi um fracasso pois os alunos estavam muito inquietos e não prestaram a mínima atenção, só conversando. O professor também disse que o livro que escolhi não era o mais significativo e falou de Morangos Mofados e tal.

Deixei Caio de lado e somente em 1998, aos 19 anos, talvez por influência inconsciente de Leka, minha amiga e colega de facul que me disse adorar C.F.A., me interessei novamente por sua obra e li seus livros um atrás do outro nas férias de 1998. Está anotado em uma folha de caderno, datas, nomes e notas atribuídas:

**** Morangos Mofados - de 22/12/98 a 31/12/98
**** Ovelhas Negras - de 04/01/99 a 07/01/99
***1/2 Inventário do Ir-Remediável - de 11/01/99 a 13/01/99
***** Pequenas Epifanias - de 14/01/99 a 16/01/99
*** O Ovo Apunhalado - 19/01/99 a 21/01/99
Mais tarde, em 2001 li Os Dragões Não Conhecem o Paraíso e Fragmentos.



Fiquei totalmente fascinado pelo universo de Caio Fernando Abreu, sua linguagem, alguns textos escritos-cuspidos de um fôlego só sem virgula nem pontos. A temática de seus contos, a dura realidade exposta, as feridas, as desilusões, o vocabulário muitas vezes sujo, sua maneira bem própria e especial de expressar sentimentos e emoções. Uma linguagem fora dos padrões, acima do convencional. Livre. As relações humanas, o poder do sexo, o homossexualismo latente e as vezes explícito de seus contos me atraem especialmente. A medida que eu ia descobrindo esse universo da obra de C.F.A eu ia ficando preso, enredado, apaixonado pela sua maneira lírica e sofrida de retratar a realidade caótica povoada de sexo, drogas, vírus. E beleza também. Alguns contos considero barra-pesada mesmo, céu pesado e tempestuoso. Outros são leves, dia ensolarado.

Impossível dizer qual meu conto preferido, cada um se encaixa de acordo com o estado de espírito que vivencio no momento. Mas tem alguns que eu tenho um certo carinho, uma predileção. São eles: Aqueles dois (história de aparente mediocridade e repressão); Uma história confusa; Creme de alface, Além do ponto; Sargento Garcia; Dama da noite; Depois de Agosto; Visita.

Eis aqui o trecho final do conto Aqueles dois, que considero dos mais iluminados, menos sombrio:

Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica psiquiátrica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos nas janelas, a camisa branca de um e a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai! alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.

Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens do céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.


Este úlitmo parágrafo, em especial, é recorrente em minha mente. Com freqüência me pego lembrando dessa passagem. Talvez por isso esse seja um dos contos que mais gosto.

Mas se determinar apenas um conto como o preferido é complicado demais, a mesma dúvida não existe no que se refere ao livro de Caio que mais gosto:

Pequenas Epifanias, de 1996. É um apanhado de várias crônicas escritas por ele e publicadas em variados jornais do Brasil. Aqui, nestas crônicas, é possível saber mais do próprio Caio, seus gostos, suas opiniões, pois ele se insere no contexto das crônicas contando coisas de sua vida, momentos e sentimento pessoais. Aqui é possível descobrir mais do ser humano Caio Fernando Abreu, algo que os livros de contos expressam também, de maneira mais implícita. Talvez por isso seja meu livro preferido, entre todos os livros que já li na vida, pela beleza e verdade dessas crônicas, pelo tom de réquiem nas Cartas Para Além dos Muros, em que Caio fala da AIDS, doença que o consumiu. Lembro que foi inevitável visualizar a situação de Caio e as lágrimas rolaram enquanto eu lia estas páginas. Neste link está uma das cartas: http://caio.itgo.com/contos5.htm

Existem alguns curtas-metragens baseados em contos de Caio Fernando Abreu. Um deles é Dama da Noite, um curta vigoroso, extremamente bem feito, que assisti certa vez em um programa de curtas da TV Cultura. Outro é Sargento Garcia com Marcos Breda, este eu não assisti ainda e morro de raiva quando lembro que, por burrice, perdi a chance de vê-lo, quando fui a Gramado na época do Festival de Cinema, em 2000. Mas hora dessas consigo assistir este curta.

A partir de hoje estarei disponibilizando aqui no blog alguns contos de Caio Fernando Abreu. Será algo esporádico, quando me der vontade ponho algum aqui. Este site dedicado a Caio Fernando Abreu, cujo link encontrei no blig do Paul Williams, o sete cores aí do lado, é bastante interessante e bem feito. Tem alguns contos lá e uma cronologia da vida de Caio, além da lista de todos os títulos que compõe a obra deste autor maravilhoso. Vale a pena conferir: http://caio.itgo.com/

Aguarde mais Caio Fernando Abreu por aqui!!!
That´s it!
enviada por Garland



15/05/2003 02:37

Outra foto bem similar a outras que já disponibilizei aqui. Gosto bastante desse estilo. Esse trio de marinheiros é um tesão!!
enviada por Garland



15/05/2003 01:55
Novamente nada de novo
Nesta quarta finalmente recebi meu dinheiro e fui fazer compras com minha irmã em São José. Comprei uma calça jeans em um loja mais simples e depois passando em uma loja de calçados comprei um sapato. Fomos até o Shopping Itaguaçu e percorri algumas lojas, acabei comprando outra calça jeans na Paddocks. Tem sido um problema para mim encontrar roupas legais e com preços razoáveis. Preciso comprar camisas e camisetas, mas só encontro peças sem graça e/ou caras, outro dia fui na Colcci e nada me atraiu. Passei na Cavallera outro dia também e achei roupas de visual bastante legal mas o preço um pouco acima do aceitável para mim. Acabei não comprando camisa nenhuma no shopping, mas na volta para casa passei por uma loja de roupas masculinas chamada Ti Troca e decidi entrar. Cara, encontrei a loja dos meus sonhos! Roupas lindíssimas, fashion, arrojadas, diferentes e com preços justos variando de R$ 45,00 a R$ 100 as camisetas, camisas e jaquetas e R$ 60 as calças. O tipo de roupa que eu procurava: belas camisas, camisetas com detalhes diferentes, texturas diferentes. Algumas bem gay, com arco-íris, detalhes dourados ou prateados e em materiais diferentes. Roupas ideais para cair na balada. O tipo de roupa que eu tentava encontrar e não achava de jeito nenhum. Experimentei várias peças e gostei de muitas, mas a grana já estava escassa e acabei comprando apenas uma bela camisa preta de visual bem diferente, com uma textura diferenciada. Tô louco pra voltar lá com uma graninha a mais e fazer a festa!!! Ah, e o atendente na certa é gay, um carinha bem simpático, alto, bonito, o que já é um incentivo a voltar lá.

Quando gosto faço propaganda mesmo, ói o cartão da lojinha legal aqui.


Voltamos a pé para casa, chegamos exaustos, eu estava acabado, comi uns cachorros-quentes e fui dormir um pouco. Ô soninho bom... Y ahora estoy aqui.
..........................................
Acho que o universo está conspirando contra meu encontro com o Prince. Não liguei nesta quarta. Estou com problemas de saúde, passa um vem outro e todos impossibilitam um encontro com o cara. Creio que esses probleminhas são fruto de minhas noites mal-dormidas, meu organismo deve estar com as defesas baixas. Mas não desisti de encontrar com o gatinho não! Ele que me aguarde!! Tenho pensado muito nele e nos momentos gostosos que passamos juntinhos.
That's it!
enviada por Garland



14/05/2003 00:18



enviada por Garland



14/05/2003 00:15
Esse orgulho que impede
Liguei para o "Prince" hoje. Eram 4 e 15 da tade. Atendeu outra pessoa com voz de sono, provavelmente um dos carinhas com quem ele divide apartamento. Disse que ele havia acabado de sair, tinha ido para a academia. Perguntou quem era e lhe disse meu nome e que sou um amigo dele. Falei que ligava outra hora e ele disse que diria que eu havia ligado. Bosta isso. Queria que o Prince tivesse atendido. Não sabia que à tarde havia outras pessoas no apartamento dele, afinal das duas vezes que fui lá foi no período da tarde. Queria ter falado com ele, combinar um encontro. Estou inseguro, não gosto da idéia de ser rejeitado por ele. Acho que não vou ligar mais. Já liguei hoje e foi chato para mim estar ligando. Eu realmente não gosto de telefonar para as pessoas, não mesmo. Fico sem jeito.

Em Curitiba eu me vi fazendo algo que jamais fizera. Sempre fui consideravelmente orgulhoso e sempre detestei pedir favores, pedir qualquer coisa aos outros e não me imaginava correndo atrás de ninguém, telefonando, pedindo atenção, impondo minha presença, me humilhando. Mas fiz tudo isso. Talvez por não ter mais ninguém, Ludi era muito importante para mim, eu não queria que ele se afastasse, queria sua companhia o máximo de tempo possível. Muitas vezes fui até o ponto de ônibus dele, o segui nas ruas, simulei encontros ocasionais, impus minha companhia andando a seu lado onde quer que fosse, telefonei algumas vezes. Me humilhei e me deixei humilhar. Ele tripudiava sobre mim, percebendo essa minha carência por companhia, pela companhia dele.
Passado isso tudo prometi a mim mesmo que não voltaria a fazer essas coisas novamente. Não correria atrás de ninguém. Não telefonaria. Não mendigaria atenção ou companhia de ninguém. Não me ofereceria. Agora, se quisessem que ligassem, que me procurassem, que viessem até mim, que pedissem. Eu não faria mais esse tipo de coisa, de jeito nenhum.

Por isso pra mim é difícil agora até um simples telefonema para o Prince. Já liguei outras vezes. Ligar mais de uma vez é o início do atestado de desesperado. Me vem a sensação de estar correndo atrás, de estar pedindo algo, de estar me oferecendo. Isso não me faz bem. Ainda mais eu estando na posição de passivo da história. Acho feio correr atrás, é como se pedisse: Por favor preciso dar, por favor me coma! Como passivo quem deveria estar sendo, digamos, "cortejado" era eu, afinal, eu sou a lady da história, ehheheh, e não ligando como se implorasse que me comessem por favor. Definitivamente não gosto que pensem que preciso disso, pois na verdade não preciso, não preciso estar ligando, me oferecendo. Não mesmo.

Odeio a idéia de estar sendo inconveniente, de estar incomodando, enchendo o saco. E odeio que pensem que estou perseguindo, pegando no pé. Se tem coisa que não faço é pegar no pé. Como eu disse, já fiz isso, mas só daquela vez em Curitiba, naquelas circunstâncias, mas não mais. Se para ter alguém for necessário eu insistir, pegar no pé, ligar, correr atrás, eu fico sem esta pessoa. Não nasci pra correr atrás de ninguém. Se não rolar não rolou, não quero vencer pelo cansaço. Um carinha que faz cu doce comigo não tem vez, posso até insistir algumas vezes mas se está difícil e cheio de frescuras, desencano rapidinho da história. Esse jogo todo da conquista, ao contrário do que ocorre com alguns carinhas, não me dá tanto tesão assim não. Talvez eu é que goste de desempenhar o papel de difícil da história. Mas no fundo não sou fresquinho a ponto de bancar a lady. Se estou afim estou afim, vamos lá.

O problema é quando você decide ficar gamado por um carinha como você, do tipo orgulhoso, do tipo que não corre atrás, do tipo que não telefona, do tipo "venha até mim". Aí as coisas se complicam pois nenhum dos dois toma nenhuma atitude esperando que o outro tome uma iniciativa, que o outro ligue, que o outro demonstre interesse. Creio que é exatamente o que está acontecendo. Em minha mente o Prince gostou de mim, curtiu os momentos que passamos juntos e gostaria de repetir tanto quanto eu. Sei que foram ótimos momentos para ele também, pois me garanto e sei que as transas comigo são quase sempre altamente satisfatórias pois não tenho frescuras na cama, gosto mesmo do que estou fazendo e demonstro isso, além de me preocupar muito em proporcionar prazer ao carinha que está comigo. Só que, pelo que percebi dele, ele é assim como eu: não corre atrás. Não respondeu meus e-mails, não me ligou. Chego a pensar que não quer mais nada comigo pois não demonstra interesse. Talvez seja isso mesmo. Mas prefiro pensar que não é isso, que ele quer, mas seu orgulho não deixa. Seria para ele como se estivesse pedindo algo, ou demonstrando um interesse por mim que pudesse me deixar convencido e achá-lo inferior na posição de "pedinte", e ele é o gostosão, não precisa correr atrás de ninguém. Por conta dessa teimosia, ambos perdem ótimas oportunidades de estarem juntos passando momentos maravilhosos.

Parece uma grande bobagem fazer tanto drama quando basta pegar o telefone, ligar e pronto. Se levar um não pelo menos acaba o impasse e as coisas ficam claras. Mas é como eu disse, FODA, não quero ligar nem correr demais atrás, não QUERO, droga!! GRRRRR. Provavelmente vou ligar, talvez nesta quarta mesmo. A contragosto. Deus sabe que ter que fazer isso me deixa puto da cara...
Ô Prince, seu viado, custa você pegar o fone e ligar pra mim dessa vez???!!!
That's it!
enviada por Garland



14/05/2003 00:15

enviada por Garland



13/05/2003 01:56
Luz do sol
Estou sem dormir há mais de 24 horas. Na manhã desta segunda fui deitar eram aproximadamente 7:00 da manhã. Coloquei o despertador para o meio-dia. Mas quem disse que consegui dormir?? Tentei e tentei mas quando se aproximava o meio-dia me levantei e fui tomar meu banho pois eu iria sair com minha irmã.
Fazia mais de uma semana que eu não punha os pés fora de casa. Logo que saí de casa a luz do sol foi dura de agüentar pois meus olhos estavam acostumados com a penumbra. Mais de uma semana sem tomar um solzinho!! Fomos até a Unisul para minha irmã pegar uns papéis dela. Como de costume passei mal no ônibus e ia dar um showzinho de horrores com muito vômito se demorasse mais para chegarmos. Pois é, eu sempre fico enjoado andando de ônibus e às vezes até de carro também. Perdemos a viagem, os papéis não estavam naquele campus e sim em outro no norte da ilha. Fomos ao Shopping Itaguaçu, eu queria comprar umas roupas na Colcci, pois tô péssimo de roupas para sair, mas além de não ter nada muito legal lá a gracinha da minha mãe esqueceu de deixar autorização pra eu comprar na conta dela. Fui nas Americanas e acabei comprando um cd que estava em promoção num cestão: Shakira MTV Unplugged por R$ 9,90. Só em promoção mesmo pra eu comprar este cd. Lembro que quando foi lançado eu fiquei animado, imaginava um cd ótimo, com belas versões acústicas e novos arranjos de músicas presentes no primeiro cd Pies Descalzos, como Donde Estas Corazon, Te Necesito e outras. Mas quando vi que o cd trazia apenas as mesmas músicas do cd anterior de Shakira, Dónde Están Los Ladrones?, fiquei decepcionado. Quando pedi para ouví-lo, na época, detestei. Os novos arranjos ficaram ruins e músicas que nas versões originais eram legais acabaram péssimas, como uma nova versão horrorosa de Estoy Aqui. Não quis pagar 20 e poucos reais por aquele cd oportunista. Shakira mal acabara de lançar seu segundo cd e já lançava um acústico? E o pior: sem nenhuma música nova! Achei que fosse puro golpe e não quis comprá-lo.
A Shakira é legal, mas as vezes pisa na bola no oportunismo, culpa da gravadora talvez, sair com um cd de Greatest Hits tendo lançado apenas três cds anteriormente eu considero uma coisa sem sentido e desnecessária.
Mas comprei o cd acústico, afinal tava baratinho e tava faltando esse na minha coleção Shakira. Gosto das músicas e os novos arranjos não soam mais tão péssimos assim.

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Voltamos do shopping a pé. Nossa, como caminhei! Acho que compensei toda essa semana em que não pus um pé na rua. Cheguei móido em casa.
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Há pouco assisti a uma bomba na Tela Quente. Tá bem, não é bomba, mas também está longe de ser um filme bom. É A Praia (The Beach) com Leonardo DiCuatro, ops, digo, Leonardo DiCaprio. O filme se passa na Tailândia e é sobre um jovem norte-americano que se junta a um casal francês para encontrar uma ilha paradisíaca. Passam então a viver numa comunidade na tal Praia que dá nome ao filme. Sinceramente não vi nada de especial no filme, uma história fútil sem grandes atrativos. Se pelo menos eu fosse fã de DiCaprio talvez eu visse mais sentido nesse filme, mas não é o caso. O filme é de Danny Boyle, diretor de obras bem mais interessantes como os ótimos Cova Rasa e Trainspotting, filmes realmente bacanas e com conteúdo. Ainda bem que eu nunca peguei esse A Praia na videolocadora, seria dinheiro posto fora. Nota: 4.

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Bom, acho que vou aproveitar que estou há muitas horas sem dormir e vou pra caminha! Preciso regular esse meu relógio biológico senão esses horários malucos e carência de sono vão acabar comigo!!!
That's it!!!
enviada por Garland



12/05/2003 05:53


Bunda = tesão!!
Tenho tara por bunda. Adoro ver, pegar, beijar, lamber, morder, arranhar, apertar uma bunda. É a parte que mais aprecio no corpo do homem. Tenho um tesão enorme por uma bundinha bonita, carnudinha, durinha, sem pêlos ou com alguns. Ser durinha não é exigência não, pois tenho tesão do mesmo jeito se for mais molezinha também. O que me interessa é a bunda em si!!! Deixa eu admirar, me mostra essa bundinha, hmm gostosa, deixa eu passar a mão nela todinha, dar umas palmadas!! Creio que sinto essa necessidade de ser ativo (nem que seja vez ou outra) por causa disso, por causa dessa minha adoração por bunda. Ver ela ali, linda, gostosa, fofinha e não fazer nada é um desperdício, pelo menos uns amassos tem que rolar.
Em nome dessa minha tara por bundinhas, podem aguardar e ter certeza de que muitas fotos de carinhas exibindo seus lindos traseiros estarão decorando este blog!!
( _!_ )
That's it!!
enviada por Garland



12/05/2003 05:06
Amor de pica é amor que fica??
Seção flashback:
Quando eu passei por um momento muito ruim em minha vida (mas fundamental para meu crescimento e para meus relacionamentos futuros) precisei recorrer a um psicólogo. Já comentei a respeito disso em outro post, foi no primeiro semestre de 2002, quando eu fui morar em Curitiba, assim de loucura mesmo, sem conhecer a cidade e sem conhecer ninguém lá além de meu namorado. Quando o namoro começou a ruir uma somatória de coisas me deixaram bastante mal: 1) eu estava em uma cidade estranha para mim e longe das pessoas que eu gosto; 2) eu não tinha amigos; 3) a única pessoa que eu conhecia lá estava se revelando para mim bem diferente do que eu acreditava que ela fosse; 4) a única pessoa que eu conhecia estava me virando as costas dia a dia; 5) eu não estava nem estudando, nem trabalhando, nem desenvolvendo alguma atividade que me distraísse, ocupasse minha mente com outros pensamentos e me fizesse sentir útil; 6) eu não convivia com outras pessoas justamente por não estar nem trabalhando, nem estudando, nem fazendo algum curso; 7) os meus dias eram sempre iguais, andando pelas ruas, indo de shopping em shopping, lendo nas livrarias, pegando uma sessão gratuita de cinema, etc; 8) eu ficava dias sem conversar com ninguém; 9) eu me sentia muito só; 10) com o término do namoro eu só pensava nisso, só pensava no meu namorado, eu não conseguia dormir direito, acordava pensando no que aconteceu, chorava muito, chorava na cama, chorava andando pelas ruas, não conseguia evitar, algo me sufocava e o choro parecia ser o alívio desse sufoco, o choro e a falta de sono fizeram eu perder muito peso, de meus quase 70 kg habituais eu estava com 62, meu peito sumiu, minha bunda sumiu, eu me olhava no espelho e a cada dia via meu rosto mais e mais fino, ficava perdido dentro das calças, sem cinto eu não teria uma calça que pudesse usar, todas caíam; 11) eu precisava desabafar, precisava dividir minhas angústias com alguém, ter alguém com quem conversar, aquilo estava me consumindo. A quem recorrer?? Psicólogo.

Eu nunca havia feito análise de verdade. Quando pequeno, uns 11 anos talvez, não lembro, eu ia a uma psicóloga por insistência de minha mãe. Nessa época eu era um garoto insuportável, briguento, gritava os maiores palavrões, tinha depressão, era um capeta e minha mãe não estava me agüentando. Além disso ela, na certa, já acreditava que eu era gay, ou poderia vir a ser gay. A psicóloga poderia me ajudar a enfrentar esses dois problemas, o da rebeldia histérica e o da homossexualidade. No entanto, nas seções eu nada falava de minha vida, apenas montava quebra-cabeças, desenhava, dizia o que os borrões significavam para mim, criava histórias a partir de desenhos, etc. Eu não queria mesmo me abrir com uma estranha, nem achava que eu tivesse algo a dizer a ela. Logo, parei de ir às sessões. Quando foi dar o "parecer" sobre mim para minha mãe, a psicóloga falou que eu não estava tendo alta e sim que o tratamento estava sendo interrompido. E lhe disse que eu era uma criança que precisava ter sempre algo em troca. Eu precisava ganhar em tudo. Tudo o que eu fazia era visando algum lucro, algum benefício. Eu era acostumado a sempre ganhar as coisas e para fazer algo eu tinha que obter algum lucro sobre aquilo. Resumindo com minhas palavras: eu era uma criança interesseira. Foi isso que minha mãe me contou que a psicóloga lhe disse. Eu discordei, é óbvio. Mas hoje sei que de fato, naquela época, eu realmente fazia tudo pensando ou querendo algo em troca: se eu passar de ano ganho um videogame ou sei-lá-o-que, se eu fizer isso e isso, vão me deixar fazer tal coisa. Hoje as coisas se inverteram bastante, já não sou assim, era um comportamento infantil daquela época, hoje sei que as coisas não funcionam assim e que nem tudo que faço preciso obter algo em troca, há coisas que o simples prazer de fazê-las já me bastam, como ajudar alguém com um trabalho, dar alguma idéia útil, fazer um favor, etc...

Mas, voltando ao assunto do psicólogo em Curitiba: eu precisava desabafar! Logo na primeira sessão falei os motivos de eu estar ali, e já disse que sou homossexual logo de cara. Afinal, eu estava ali justamente para desabafar tudo o que me afligia e coisas que nem para o meu melhor amigo eu poderia contar. Ali eu poderia até ser julgado, ter meu comportamento questionado, mas eu estava pagando para aquela pessoa me ouvir, para ela me ajudar e aquilo tudo ficava entre nós. Com um amigo, por mais que vc seja super aberto com ele (como era o caso de um grande amigo que fiz em Curitiba nessa época de ánalise, o Didi, a gente falava absolutamente de tudo sem nenhum pudor, desde detalhes de transas até problemas de relacionamento e questões familiares), você não pode expor 100% de suas neuras e aflições, pois vc não quer ser julgado, ou não quer que aquele assunto eventualmente vaze para outra pessoa. Lá no psicólogo eu não tinha esse problema, eu podia expor absolutamente tudo o que se passava comigo, sem medo de parecer bobo, fraco, ou mesmo idiota. O analista podia até pensar que eu agia como tal, mas para mim isso não tinha importância, o assunto morria ali, ele não falaria a ninguém sobre mim, a ninguém de meu círculo de conhecidos pelo menos, segurança que com um amigo a gente nem sempre tem.

E assim, seguiram-se as sessões. No início da ánalise eu ainda me relacionava com meu ex-namorado, Ludi, transávamos com freqüência e as transas eram sempre muito satisfatórias (pelo menos na época eu achava isso), eu sentia um tesão muito grande por ele, bastava vê-lo que já ficava excitado, de pau babando. Transávamos quase diariamente e almoçávamos juntos com freqüência. Não éramos mais namorados mas agíamos como se fôssemos ainda, enquanto não surgiam outros caras em nossas vidas. Estávamos muito ligados pelo sexo. Exercíamos um domínio sexual mútuo: Ludi não conseguia resistir a minhas investidas e mesmo quando dizia não estar afim sempre acabávamos transando, já eu não conseguia resistir a vê-lo, a tê-lo próximo e não sentir desejo de transar com ele. Era absurdo o tesão que eu sentia por ele, a atração que eu sentia era algo inexplicável. Mesmo ele não sendo nenhum deus grego (mas a meus olhos era um gato, é o velho ditado: quem ama o feio bonito lhe parece), tinha algo que me atraía, um charme, um magnetismo. Nossa química sexual era forte demais. Só que fora da cama havia muitos atritos entre nós, muitas diferenças de personalide, de gostos, de interesses; vivíamos nos alfinetando e isso minava o relacionamento, minava até a suposta amizade que tentávamos manter.

Logo, com relações totalmente cortadas com Ludi (nem nos cumprimentávamos na rua), eu estava com um novo namorado, o Cwb, mas pensava muito no outro, até porque a gente vivia se esbarrando pelas ruas de Curitiba. Eu sentia algo muito forte por Ludi ainda e essa era a tônica de minhas sessões com o psicólogo. Meu novo namorado era excelente, as afinidades eram maiores, o estilo, o comportamento, a minha maneira nova de conduzir as coisas, tudo fazia com que o namoro fosse cada vez melhor. Mas não havia aquela irresistível atração. Nos dávamos bem na cama e cada vez melhor, mas aquele magnetismo todo que havia com o outro cara não ocorria. Eu sempre contrapunha os dois tipos de namoro para meu psicólogo e falava que a falta em meu namoro desse fogo que eu já havia experimentado antes me deixava meio na dúvida se esse namoro estava me satisfazendo mesmo.

Havia uma frase que o psicólogo sempre dizia e que eu detestava: "É como diz o ditado Juliann: Amor de pica é amor que fica." E ele continuava com uma linha de pensamento assim: "Você se pega pensando tanto em Ludi por causa disso, pela forte química sexual que havia entre vocês. Isso ficou na tua mente. Analise a situação agora: em seu namoro com Ludi você sofreu, ele te enganou, te traiu, vcs discutiam, tinham diferenças gritantes de comportamento e modo de pensar, ele mentia pra vc e vc odeia mentira, mas compensando isso tudo havia o sexo entre vcs que era ótimo. O que te prendia tanto e ainda te prende de certo modo no teu namoro com Ludi? O sexo. O que vc sente por ele é "amor de pica" e só. Agora veja seu novo relacionamento, com Cwb: tudo está correndo as mil maravilhas, vcs se dão bem, se entendem, é um relacionamento mais maduro, com mais afinidades, no entanto na cama não rola esse fogo todo que rolava com Ludi. Mas lembra que vc disse que estranhou muito o beijo de seu novo namorado, que não encaixou, que te pareceu esquisita a sensação? E agora você já se adaptou, já não estranha mais, cada pessoa é uma pessoa, cada beijo é um beijo. Assim é na cama, aos poucos vcs estão se entendendo melhor sexualmente, cada vez mais afinidade sexual, o relacionamento sexual é um aprendizado também, é no dia-a-dia e com a prática que as coisas vão ficando melhores, você está comprovando isso. Esse teu namoro está te fazendo bem, vc está bem melhor, mais tranqüilo do que quando chegou aqui pela primeira vez. Este é um relacionamento mais próximo daquilo que vc julga ser um relacionamento de verdade, não acha?"

Eu então ficava refletindo sobre isso e aquela história que eu detestava de "amor de pica" vinha na minha mente. "Amor de pica", coisa mais vulgar. Grrr detesto essa expressão!!! Qual será a melhor palavra para substituir essa expressão escrota?
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E agora, que essa etapa toda é passado, que já estou longe de psicólogo, de Cwb, de Ludi, me encontro pensando se não tô quase embarcando num "amor de pica" de novo. Bom, eu não diria amor, mas eu creio que estou assim "meio apaixonado". Já falei a respeito disso. É o cara que chamo aqui de Prince. No começo era só sexo, depois da primeira vez eu me percebia pensando naquele carinha, até que rolou uma segunda vez. Nossa, foi tudo tão bom, rolou uma química sexual intensa e uma atração grande de minha parte. Acho o cara lindo, gostoso, tenho desejo por ele, algo assim como eu sentia com o Ludi... Um tesão mesmo. Mas não sei muito da personalidade do carinha. Sei de seus gostos musicais, pois vi seus cds. Seus livros. Mas ele é fechadão. Não sei muito sobre ele, sobre o que ele pensa das coisas. Só sei que ele é um carinha de nível e parece ser boa gente, além de lindo, educado e bem arrumado. Então isso me leva a crer que essa minha paixão por ele seja algo baseado mais no lado físico mesmo. Não tenho parâmetros para estar apaixonado pelo seu intelecto ou sua personalidade. É o que meu psicólogo chamaria de AMOR DE PICA???!!!!! Hhehehe... Estranho vc se pegar assim gostando de um cara com quem só transou e não teve outros contatos, gostar pela qualidade do sexo, pela química e por pequenos gestos e olhares e pelo jeitinho do cara no antes, durante e depois do sexo. Não, não estou confundindo sexo com amor, não estou iludido de que o cara me ame porque transamos gostoso mais de uma vez e porque talvez ele sinta desejo sexual por mim. Não sou tão ingênuo a ponto de pensar em amor, seria burrice. Claro que gosto de pensar que ele sente algo a mais por mim, é óbvio. Mas isso tudo nada tem a ver com amor em minha mente. Para mim é uma paixão minha, uma paixão bobinha e desde já sem futuro nenhum. Sem possibilidade de continuidade. É bem provável que nem será revelada para ele. Não é nada muito sério, NEM TEM como ser algo muito sério mesmo, já que logo partirei desta cidade. Mas estou curtindo esse sentimento. Se ele não quiser me reencontrar e eu não vê-lo mais, vou ficar chateado, um pouco triste é verdade, mas não vou sofrer. Tudo bem, não estou tão apegado, afinal é só "amor de pica" mesmo, hehehe.

E você que teve paciência pra ler isso aqui, já teve um "amor de pica"??? Se já, esse amor ficou, marcou??
That's it!
enviada por Garland